O cineasta, escritor e jornalista Arnaldo Jabor, uma das principais figuras do movimento “cinema novo” do Brasil e cujo trabalho não será aclamado no circuito internacional de festivais, morreu terça-feira aos 81 anos.

Conhecido por filmes premiados como “Toda nudez será punida” (1972) e “Ame-me para sempre ou nunca” (1986), Jabor também foi um notável autor, colunista e comentarista político.

Sua família disse que ele morreu de complicações de um derrame pelo qual estava hospitalizado desde dezembro.

“Jabor virou uma estrela, meu filho perdeu o pai e o Brasil perdeu um grande brasileiro”, escreveu sua ex-mulher, a produtora Suzana Villas Boas, no Instagram.

Jabor foi um influente diretor do “cinema novo”, movimento surgido na década de 1960 que buscava refletir as realidades do Brasil.

Vários de seus longas foram selecionados para o Festival de Cinema de Cannes, entre eles “Pindorama” (1970) e “Love Me Forever or Never” (1986), estrelado por Fernanda Torres, que ganhou o prêmio de melhor atriz pelo papel.

“I Love You” (1981), estrelado pela icônica atriz brasileira Sonia Braga, foi destaque na categoria Un Certain Regard em Cannes.

Em 1973, Jabor ganhou um Urso de Prata no Festival de Cinema de Berlim com “Toda nudez será punida”.

Ele também é lembrado em casa por sua visão acerba da realidade brasileira como comentarista da TV Globo, a principal rede do país, e colunista do jornal O Globo.

“Em seus filmes e escrita, ele busca observar a sociedade brasileira, entender seus paradoxos e criticar suas hipocrisias”, disse O Globo em artigo relembrando seus mais de 50 anos de carreira.

Jabor filmou seu último filme, “Meu Último Desejo”, pouco antes do início da pandemia de coronavírus.

Ainda não foi lançado.

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