As últimas estimativas do Eurostat mostram que a Estónia, a Letónia e a Lituânia apresentam actualmente as taxas de inflação mensais mais elevadas da zona euro.

A Estônia ficou em primeiro lugar na zona do euro, com inflação de 12% no mês de dezembro. Os outros dois países no topo da lista são a Lituânia com uma taxa de inflação de 10,7% e a Letónia com 7,7%.

Os dois únicos países com taxas de inflação inferiores a 3% em dezembro são Malta com 2,6% e Portugal com 2,8%, seguidos da Finlândia com 3,2% e da Áustria com 3,8%.

Numa perspetiva de longo prazo, a taxa de inflação anual, que atingiu 5% em dezembro de 2021 face a dezembro do ano passado.

O aumento dos preços da energia foi de longe o componente mais importante por trás do aumento das taxas de inflação na zona do euro, anunciou o Eurostat, o escritório de estatísticas da União Europeia, em 7 de janeiro. Face a cerca de um ano atrás, os preços da energia registaram um aumento de 26%, seguindo-se alimentação, álcool e tabaco (3,2%), bens industriais não energéticos (2,9%) e serviços (2,4%).

No outono passado, a inflação na região atingiu seu nível mais alto em 13 anos. Isso se deveu não apenas ao aumento dos preços da energia, mas também à rápida reabertura da economia. Os preços também foram excepcionalmente baixos durante a pandemia do ano passado.

O Banco Central Europeu estava confiante de que a inflação cairia durante este ano. No entanto, a nova onda pandémica pode alterar as expectativas e colocar novos desafios. O Banco Central Europeu afirmou que sua missão é atingir uma taxa de inflação de 2% no médio prazo.

Atualmente, a zona do euro é composta por 19 dos 27 países da UE, incluindo Bélgica, Alemanha, Estônia, Irlanda, Grécia, Espanha, França, Itália, Chipre, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Holanda, Áustria, Portugal, Eslovênia, Eslováquia e Finlândia.

(Pekka Vantinen | EURACTIV.com)

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