Althahbiah

Informações sobre Portugal.

Os quenianos aprendem sobre a história e a cultura do Brasil por meio de filmes

Festa da escola de samba Mocidade Alegre se apresenta durante a segunda noite dos desfiles carnavalescos do Sambódromo de São Paulo, Brasil, em 10 de fevereiro de 2013. [AFP, Yasuyoshi Chiba]

Com vários filmes indicados a prêmios internacionais a cada ano, a diversidade do cinema brasileiro permanece um tanto desconhecida pelo público comum ao redor do mundo.

A “estranha profissão” do Brasil (termo do diretor Carlos Dijk) do cinema se deve ao fato de sua produção ser composta por ciclos em que períodos de grande entusiasmo se alternam com períodos de crise.

Desde o início deste século, obras-primas como Cidade de Deus, Estação Central, Diários de Motocicleta (uma coprodução brasileira) e Aquário têm recebido excelentes críticas e se tornado famosas em todo o mundo.

Esses exemplos, porém, não passam de um grão de areia em uma praia cheia de curtas e longas-metragens, além de documentários e animações que o Brasil produziu nas últimas décadas.

A Embaixada do Brasil em Nairóbi há muito identifica o interesse dos quenianos pelos filmes brasileiros.

Os quenianos, que são um público seleto e informado, sempre têm um sobrenome brasileiro favorito e desejam mais.

Eles querem o Brasil, puro e honesto. Eles querem história e histórias brasileiras. Eles querem o que é semelhante e o que é diferente.

Brasil e Quênia têm tanto em comum que minha equipe e eu temos o orgulho de dizer que nos sentimos em casa neste lindo país. Isso não significa, entretanto, que nossas culturas sejam iguais – cada cultura é única, uma mistura especial de sua própria sociedade e raízes históricas.

O Brasil é uma confluência de diversas matrizes étnicas e tradições culturais distintas que deram lugar a um novo povo. Não somos povos cultos, pretendemos reconstruir a Europa em novas terras.

Somos um povo novo, associado à tradição portuguesa, pela unidade da língua numa região gigantesca, mas também principalmente africana, indígena, e com ondas de imigração desde finais do século XIX até meados do século XX, Italiano , Alemão, espanhol, sírio, libanês, japonês.

Como um historiador brasileiro escreveu recentemente, o espírito do Brasil é cheio de cor. Somos uma comunidade definida por ritmos, artes, esportes, aromas, culinária e literatura.

No pluralismo de sua abrangência continental e sua composição multiétnica e linguisticamente harmoniosa, sua abertura ao compromisso e à diversidade, o Brasil ainda enfrenta um dilema permanente: como combinar essa riqueza em sua identidade com padrões inaceitáveis ​​de desigualdade e exclusão social e étnica. Isso é algo que pode ser encontrado em nossa história. E em nossos filmes.

A pandemia interrompeu a produção de filmes em todo o mundo. Os cinemas fecharam suas portas. Se antes era difícil acessar produtos estrangeiros, tornou-se ainda mais difícil para aqueles que anseiam por títulos culturalmente diversos.

Neste contexto, e prontos a adaptar o nosso tradicional festival de cinema à nova realidade, este ano decidimos acolher um evento virtual.

De 1º a 15 de dezembro, o público queniano poderá assistir a um programa feito sob medida para eles, do conforto e segurança de suas casas.

O festival inclui filmes que retratam religiões afro-brasileiras, futebol, infância, velhice, doenças mentais, a epidemia de feminicídio, a dura realidade enfrentada pelo lindamente pintado interior brasileiro e um título muito especial lançado este ano, que conta a história de um amizade entre um brasileiro e um ugandês.

Com tanto em comum entre nós, esperamos que os quenianos encontrem algo com que se identificar em pelo menos um dos nossos filmes, e se não, descubram mais sobre o nosso país – é um prazer descobrir o seu filme diariamente.


See also  The woman who filmed the TikTok infiltration gets help with a new apartment from MLB Player