25 Jan (Reuters) – O Fundo Monetário Internacional cortou nesta terça-feira sua previsão de crescimento econômico para a América Latina e suas duas maiores economias em 2022, citando inflação, política monetária mais apertada e estimativas de crescimento mais baixas dos Estados Unidos como fatores-chave para o rebaixamento da classificação de crédito.

O Fundo Monetário Internacional cortou suas previsões de crescimento para México e Brasil em 1,2 ponto percentual cada, para 2,8% e 0,3%, respectivamente, enquanto as da América Latina e Caribe foram cortadas em 0,6 ponto percentual, para 2,4%.

“A luta contra a inflação levou a uma forte resposta da política monetária, que afetará a demanda doméstica”, disse o FMI sobre as perspectivas econômicas do Brasil em uma atualização de seu World Economic Outlook. Consulte Mais informação

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A primeira vice-diretora-geral Gita Gopinath disse em entrevista coletiva na terça-feira que outro motivo para o corte de previsão do Brasil foi a moderação nos preços de suas exportações de commodities, como minério de ferro, que subiram no ano passado.

O relatório do FMI disse que o México também será afetado em certa medida pela inflação e taxas mais altas, além da queda esperada no crescimento da produção dos Estados Unidos, seu parceiro comercial mais importante.

“O rebaixamento do rating dos EUA (crescimento econômico) traz consigo a possibilidade de uma demanda externa abaixo do esperado para o México em 2022”, disse o FMI.

A Argentina deve crescer 3,0% este ano, 0,5 ponto percentual acima da estimativa do FMI para outubro, e o crescimento estimado de 2,5% em 2023 também é 0,5 ponto percentual maior.

O país sul-americano e o Fundo Monetário Internacional estão negociando um programa de refinanciamento de cerca de US$ 41 bilhões que a Argentina disse não poder pagar como previsto.

“Estamos adotando uma abordagem flexível e pragmática e esperamos fazer mais progressos nos próximos dias”, disse Gopinath.

Para 2023, o FMI espera que a América Latina e o Caribe cresçam a uma taxa de 2,6%, com o Brasil crescendo 1,6% e o México expandindo 2,7%.

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Reportagem de Rodrigo Campos. Reportagem adicional de Andrea Shalal e David Lauder. Edição por Ricardo Bolena e Paulo Simão

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