sugestão de União Europeia A classificação da energia nuclear e do gás como “verde” está sob forte pressão do governo alemão.

O projeto de plano afirma que o gás e as energias nucleares são essenciais para a transição para uma energia mais limpa.

Mas Steffi Lemke, a ministra do meio ambiente da Alemanha, disse que a proposta estava “completamente errada”, enquanto sua colega austríaca Leonor Gosler disse que Viena processaria o bloco se ela fosse aprovada.

Essa situação coloca os países em rota de colisão com a França, que gera 70% de sua energia a partir da energia nuclear e está liderando esforços para classificá-la como sustentável.

O presidente Emmanuel Macron anunciou recentemente o lançamento de bilhões de euros para investimento em um expansão da energia nuclear.

Segundo a proposta da Comissão Europeia, os investimentos em novas instalações de energia nuclear devem ser classificados como “verdes” se cumprirem determinados critérios técnicos, incluindo um plano específico para a eliminação de resíduos radioativos.

O plano incluirá projetos de energia nuclear e de gás no esquema de “classificação de financiamento sustentável” da União Europeia, incentivando bilhões em investimentos privados para ajudar a prevenir as mudanças climáticas.

Fraudulento e ridículo

Robert Habeck, ministro da Economia da Alemanha, disse que as propostas eram uma “lavagem verde” e questionou se seriam “aceitas pelos mercados financeiros”.

“Categorizar a energia nuclear como sustentável é errado – é () uma tecnologia de alto risco”, disse ele.

Michael Bloss, porta-voz da política climática do Partido Verde no Parlamento Europeu, atacou Ursula von der Leyen, a presidente da Comissão Europeia, dizendo que isso estava “destruindo a credibilidade do rótulo ecológico europeu para investimentos financeiros”.

Bloss disse que o rótulo de sustentabilidade agora é “fraudulento” e “ridículo”, já que a energia nuclear e a gás seriam colocadas “no mesmo nível da energia solar e eólica com esta proposta”.

Enquanto Luxemburgo se juntou à Alemanha e Áustria na oposição, vários estados membros da UE, incluindo a Finlândia e a República Tcheca, bem como a França, pediram um maior uso desta tecnologia.

A proposta se tornará lei em 2023 se for apoiada pela maioria dos membros da UE.

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