O Fundo Monetário Internacional “repetiu” a sua avaliação já negativa sobre a dimensão do défice de Portugal este ano.

A última previsão era de 2,7% (enquanto o próprio governo português operava a 4,3%).

Mas o Monitor Fiscal, que deve ser publicado amanhã, estima um déficit de 5%.

Explicando os relatórios, o governo já admitiu que precisa revisar suas “piores” estimativas – então é provável que as duas entidades estejam na mesma página.

Na verdade, o governo precisa colocar suas previsões fiscais em ordem porque apresentará o “programa de estabilidade” ao parlamento na próxima semana, diz a TSF.

A previsão do Fundo Monetário Internacional também prevê para 2022 um défice de 1,9% para Portugal, que é “ligeiramente superior aos 1,6%” estimados em outubro passado.

2023 não será muito melhor. O déficit continuará “negativo”, afirma a TSF, na casa dos 1,4% do PIB.

A partir de 2024, o Fundo Monetário Internacional espera superávits orçamentários: 0,5% naquele ano, seguido de 0,3% nos dois anos seguintes.

Noutros locais, os meios de comunicação nacionais noticiaram que Portugal ocupava o terceiro lugar num grupo de 28 economias analisadas para a dívida mais elevada coberta por um congelamento de bancos.

Segundo o Fundo Monetário Internacional, a situação de Portugal é “crítica”, mas menos má do que a de Chipre e da Hungria.

Em termos de crescimento, a projeção para este ano foi reduzida de 6,5% para 3,9%.

natasha.donn@algarveresident.com

By Dinis Vicente

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