O setor hoteleiro espera que o novo governo avance na facilitação do processo de contratação de trabalhadores estrangeiros, que é uma das soluções que visa responder à escassez de mão de obra no setor.

Em declarações à Lusa, o presidente executivo da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP) salientou que a interrupção do processo de simplificação legislativa, que está a discutir com o atual executivo, representa “um atraso indefinível que poderá prejudicar a economia e as instituições do país”. .

“Neste momento, a lei de contratação de estrangeiros está muito complicada”, disse Cristina Sisa Vieira, que disse em reuniões com o governo que “foram apontados alguns elementos que podem ser alterados para facilitar esses procedimentos”.

De acordo com a AHP, o emprego no estrangeiro é uma solução para a escassez de trabalhadores no setor da hotelaria e turismo, e nesse sentido, a associação vai realizar uma sessão de esclarecimento sobre “vistos de trabalho acessória”, incluindo a participação da Direcção-Geral. Assuntos Diplomáticos e Comunidades Portuguesas (DGACCP).

A medida surge depois de a AHP se ter reunido com o Ministro dos Negócios Estrangeiros das Comunidades Portuguesas no final do ano passado para discutir o atual quadro legal para a contratação de estrangeiros. Nestas reuniões, a CPLP, que aguarda aprovação, discutiu também o Acordo Mover com a comunidade lusófona, que paralisou o processo de convocação de eleições antecipadas para as assembleias.

“Com a queda da legislatura republicana e as novas eleições, a questão da aprovação do acordo com a CPLP terá de esperar até que estas pastas sejam aprovadas para perceber como se pode fazer esta estrutura”, disse Christina. Sisa Vieira. O presidente executivo da AHP disse que o sindicato vem alertando para a escassez de trabalhadores no setor desde 2019, indicando que a epidemia agravou o problema.

Em novembro, o presidente da AHP, Raul Martínez, disse ao jornal Público que estão a ser feitos esforços para “criar importações de mão-de-obra com países específicos, desde o início, com os países que integram a CPLP desde o início” para colmatar a lacuna. Trabalhadores no campo, mas destacaram restrições.

Em outubro do ano passado, o presidente da Vila Galé disse à Lusa que o grupo ainda lutava com a falta de recursos humanos na hotelaria, construção e agricultura, e pretendia contratar 300 jovens para o primeiro emprego e trazer 150 trabalhadores do Brasil. Mas isso requer trabalhar com os Ministérios da Economia e do Trabalho.

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