Com aumentos de preços de 20% a 30% nos próximos dias, os produtores nacionais já estão acertando a distribuição de alimentos. “Estamos numa emergência alimentar e não me lembro de viver”, disse ao Expresso o presidente do CAP, Eduardo Oliveira e Sousa.

“Além do aumento dos preços, haverá escassez de commodities, o que gera especulação, o que pode levar a novos aumentos. Ele disse que há agricultores que estão abandonando, para que não haja prejuízo.

Gonçalo Lobo Xavier, vice-presidente da Associação dos Distribuidores Portugueses, disse ao Expresso que, neste momento, não há interrupções na produção, mas “há uma pressão de preços completamente sem precedentes”. Pedro Pimentel, director-geral da Associação das Empresas Industriais de Marca Portuguesa, concorda: “Podemos retalhar uma cena como a fila de uma bomba de gasolina, onde as pessoas podem comprar antecipadamente bens não perecíveis”. O chefe do Banco Alimentar Contra a Fome alerta que “a escassez de alimentos atingirá níveis sem precedentes durante anos”.

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