A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) propôs a classificação da Fábrica do Inglês, em Silves, como Monumento de Interesse Público (MIP), uma estrutura originalmente construída no final do século XIX.

Em anúncio publicado em Diário da República, a DGPC afirma que vai propor ao Secretário de Estado Adjunto e do Património Cultural a classificação da antiga fábrica de cortiça algarvia como Monumento de Interesse Público (MIP), incluindo os jardins e os móveis integrados património, nomeadamente o do museu.

O procedimento de classificação da Fábrica do Inglês como monumento de interesse público teve início há quase três anos, em abril de 2019, depois de em outubro de 2018 o incumprimento de um prazo legal ter levado à caducidade do procedimento que pretendia classificar o imóvel.

No documento do procedimento de classificação, que ficará em consulta pública durante 30 dias úteis, estão enumerados os elementos que justificam a classificação da antiga Fábrica de Cortiça Avern, Son & Barris, construída em 1893-94 e que se manteve em funcionamento até 1991.

No documento, pode-se ler que o edifício se destaca por sua particular estrutura arquitetônica industrial.

Falência

O complexo fabril foi adquirido pela Fábrica do Inglês, empresa do Grupo Alicoop, no final do século XX, reabilitado e transformado num complexo de animação turística, com espaços para restauração e espetáculos, que foram abandonados após a falência do grupo em 2010.

A Câmara Municipal de Silves solicitou a classificação do imóvel, que foi classificado como Monumento de Interesse Municipal (MIM) em outubro de 2010.

Em 30 de maio de 2014, os bens do museu e o edifício foram colocados em hasta pública, em que a Câmara Municipal de Silves participou, sem que se tenha conseguido adquirir os bens, que acabaram por ser adquiridos pelo Grupo Nogueira por 36 mil euros.

Os edifícios desativados da Fábrica do Inglês foram adquiridos pela Caixa Geral de Depósitos por 2,2 milhões de euros.

Os elementos relevantes do processo podem ser consultados nos sites da Direção-Geral do Património Cultural, da Direção Regional da Cultura do Algarve e da Câmara de Silves.

O processo administrativo original encontra-se também disponível para consulta, mediante marcação, na Direcção Regional da Cultura do Algarve, em Faro.

As observações dos interessados ​​devem ser submetidas à Direção Regional da Cultura do Algarve, que responderá no prazo de 15 dias úteis.

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