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Empresários criticam falta de medidas específicas de apoio ao Algarve

No passado fim-de-semana, foram realizados novos convites à apresentação de medidas de apoio especificamente concebidas para o Algarve, durante um webinar organizado pela Federação Portuguesa das Pequenas e Médias Empresas (CPPME).

Os empresários da região têm repetidamente sublinhado que as medidas de apoio governamental são insuficientes e não têm em conta o impacto devastador da epidemia no Algarve, região cuja economia depende quase exclusivamente do turismo.

Como os empresários explicaram durante o webinar, a falta de atividade turística está levando as empresas à ruína financeira. Para piorar a situação, está o fato de que as medidas de apoio do governo são de difícil acesso ou não atendem às necessidades da região.

O processo de candidatura a apoio é “incrivelmente complexo”, disse Louis Agulhas, proprietário de um conjunto habitacional local em Olhão.

Ele explicou que a gama de medidas de apoio disponíveis é difícil de entender para a maioria das pessoas, tornando difícil saber exatamente quais proprietários de empresas devem se candidatar. Ele disse que se escolherem a pessoa errada, podem acabar perdendo a possibilidade de se candidatar a outra pessoa que pode ser mais útil.

Agulhas disse que os procedimentos do aplicativo são difíceis de entender e “exigem conhecimentos específicos”, acrescentando que os proprietários de pequenas empresas são forçados a se tornarem “profissionais de gestão financeira de alto nível”.

Entretanto, Bruno Fraga, da Associação de Empresários de Quarteira, disse que a região vai continuar a lutar enquanto não puder receber veranistas.

Salientou que “se não houver voos nem turistas, o desemprego será generalizado”, e apelou ainda a medidas específicas de apoio ao Algarve.

Oitenta por cento das empresas estão fechadas. Os extrovertidos trabalham por teimosia e orgulho, mas registram prejuízos e pagam aluguel e impostos, como eu, não têm acesso a medidas de apoio porque não há ninguém disponível para simplificar esse processo para nós ”, disse.

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Gonçalo Valente, director de uma agência de viagens, disse que as medidas de apoio “não chegam a todos igualmente” e lamentou a “falta de informação” e a “incerteza” quanto ao futuro do sector do turismo.

“Esse fechamento e a incerteza sobre a reabertura das fronteiras nos deixam com um grande vazio e com medo de continuar investindo, pois é impossível saber o que vai acontecer”, afirmou.

O webinar contou ainda com a presença de Armando Santana, Presidente da Associação dos Alugueres de Automóveis do Algarve, que também abordou a falta de medidas claras e específicas para cada sector e confirmou que as empresas de aluguer de automóveis têm quase todas as suas frotas “estacionadas”.

michael.bruxo@algarveresident.com