LISBOA (Reuters) – O governo português relatou na quinta-feira um déficit geral de 4,8 bilhões de euros nos primeiros quatro meses de 2021, quase três vezes maior do que há um ano, após gastos maciços em apoio a empresas e famílias durante o bloqueio por coronavírus.

Para combater o aumento dos casos de Coronavírus em meados de janeiro, que na época era o mais contagioso per capita do mundo, Portugal impôs um bloqueio rígido de três meses, que foi gradualmente suspenso desde então.

“O déficit se deve ao impacto do fechamento e da resposta à epidemia, incluindo as medidas excepcionais que visam famílias e empresas”, disse o Ministério da Fazenda em nota.

Disse que os gastos com estas medidas excepcionais ascenderam a cerca de 2,8 mil milhões de euros entre Janeiro e Abril deste ano.

O ministério disse que os subsídios não reembolsáveis ​​a empresas, para apoio ao plano de férias e despesas fixas, ascenderam a 1,6 mil milhões de euros e “em apenas 4 meses ultrapassaram os 1,4 mil milhões de euros desta despesa no conjunto de 2020”.

Acrescentou que o governo suspendeu também o pagamento de 480 milhões de euros de impostos entre Janeiro e Abril que as empresas e famílias deveriam pagar.

Afirmou que, após o abrandamento da actividade económica devido ao bloqueio, as receitas fiscais caíram 10%.

A economia contraiu 3,3% no primeiro trimestre dos três meses anteriores, após recuo de 7,6% em 2020.

O governo espera reduzir o déficit de 5,7% do ano passado para 4,3% do PIB. (Elaborado por Sergio Gonçalves, Edição de Peter Graff)

By Dinis Vicente

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