Oksana Riwnyj lembra-se da vida sob o domínio soviético. “Quando eu estava na universidade, não tinha permissão para falar e dizer o que penso. Não podíamos ir à igreja ou celebrar o Natal. Foi muito difícil, especialmente para os jovens”, disse a professora primária de 58 anos.

Agora, a notícia de Rússia reunir tropas na fronteira ucraniana desperta lembranças que a levam às lágrimas. “Nunca pensei que algo assim pudesse acontecer. É horrível demais para sequer pensar nisso”, disse ela.

Riwnyj é um dos cerca de 70.000 ucranianos que vivem no Reino Unido que estão assistindo ansiosamente para ver o que acontecerá nos próximos dias.

A mãe de dois filhos viveu as duas primeiras décadas de sua vida no oeste Ucrâniaentão parte da União Soviética, que foi derrubada em 1991.

Ela se mudou para o Reino Unido depois de conhecer seu marido, Stefan, um engenheiro de gás, há 25 anos, e tem uma vida feliz em Londres, onde – como professora na escola ucraniana aos sábados de St Mary – ela está no coração da comunidade de expatriados.

Mas, embora segura em solo britânico, à medida que a crise em seu país de origem se intensifica, ela está lutando para continuar com a vida normal.

“Estou tentando seguir a vida cotidiana, mas é uma situação muito estressante e estressante”, disse Riwnyj. “Não consigo dormir porque toda a minha família está lá.”

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