Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, fala durante a cerimônia de lançamento do programa de investimento agrícola do Banco do Brasil SA no Palácio do Planalto, em Brasília, Brasil, terça-feira, 24 de agosto de 2021. Bolsonaro está cada vez mais preocupado com a inflação no Brasil no período que antecedeu ao ano.  nas eleições do próximo ano, mas sua reclamação sobre os aumentos de preços não significa que ele planeja interferir no banco central, de acordo com cinco pessoas próximas, incluindo membros do gabinete.

(Bloomberg) — O presidente Jair Bolsonaro aventou a possibilidade de servidores públicos não receberem aumento pelo quarto ano consecutivo, descartando as pressões dos trabalhadores que interromperam os embarques e desaceleraram o trabalho.

“Pode não haver reajuste para ninguém”, disse Bolsonaro no sábado em Brasília. “Tudo é possível”, acrescentou, enfatizando que os aumentos não são concedidos e pedindo “alergias”.

A pressão por salários mais altos é apenas a mais recente dor de cabeça financeira para Bolsonaro, que provavelmente precisará vetar partes do orçamento de 2022 aprovado pelo Congresso sem recursos suficientes para cobrir os gastos obrigatórios, segundo um funcionário do Ministério da Economia familiarizado com o assunto.

Um aumento de 10% nos salários dos servidores federais custaria ao erário 20 bilhões de reais (US$ 3,5 bilhões), e não há espaço orçamentário para isso, disse a pessoa que pediu para não ser identificada porque a discussão não é pública.

Leia mais: Bolsonaro enfrenta revolução de servidores públicos exigindo mais dinheiro

© Bloomberg LP 2022

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