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Bloco de Escirda critica governo por “ignorar” a crise do Algarve

O Bloco de Esquerda (BE) emitiu um pronunciamento contundente criticando o governo por “ignorar” os efeitos devastadores da epidemia na região do Algarve.

A secção regional do Partido de Esquerda acredita que o governo deve fazer “mais” para apoiar os lutadores residentes e empresários algarvios.

“Por causa da epidemia e da dependência do turismo, a região oeste vive uma das maiores crises de todas, e vai piorar”, disse o partido.

“Atualmente, há mais de 31.000 desempregados na região e centenas e possivelmente milhares de pequenas e micro empresas estão em risco de fechamento definitivo, o que só levará a mais desemprego e pobreza”, acrescentou.

Assim, o Bloco de Esquerda apela a medidas massivas para “salvar empregos, famílias, negócios e o Algarve” como um todo.

Para a BE, isso significa investir nos serviços nacionais de saúde, melhorando os serviços públicos e a mobilidade, combatendo as desigualdades e diversificando a economia.

A BP acusa ainda o governo de não ter dado seguimento ao “plano de emergência económica e social para o Algarve”, apresentado pelo partido e aprovado pela Assembleia da República no verão passado.

“Passaram-se sete meses e não aconteceu nada.” O partido disse: “Não há nenhum plano do governo que tenha quebrado a sua promessa e continue a ignorar o Algarve, os seus trabalhadores e os seus residentes”.

João Vasconcelos, deputado do Parlamento Europeu pelo Algarve, questionou o ministro da Economia sobre o plano, mas apenas foi informado que o governo pretendia “aumentar o financiamento comunitário para a região”.

“Não aceito que o governo se tenha esquecido do Algarve e faça o possível para que o plano seja implementado brevemente”, disse o partido, acrescentando que pode ajudar a “aliviar o sofrimento do Algarve e da sua gente”.

michael.bruxo@algarveresident.com