A disparidade salarial entre homens e mulheres aumentou de 10,9% em 2019 para 11,4% em 2020. O valor é inferior à média da União Europeia (UE), segundo dados divulgados pelo Eurostat.

De acordo com dados do Eurostat, em 2020, o rendimento horário total das mulheres na UE era, em média, 13% inferior ao dos homens. Ao longo de oito anos, a diferença salarial entre homens e mulheres na sociedade diminuiu de 16,4% em 2012 para 13% em 2020.

A nível nacional, porém, a tendência decrescente desde 2015 – ano em que a disparidade salarial foi fixada em 15% – inverteu-se após 2018, quando a desigualdade salarial em Portugal foi estimada em 8,9%.

Essas diferenças diferem nos 27 estados membros do grupo comunitário. A Letônia (22,3%) tem a maior disparidade salarial, seguida pela Estônia (21,1%), Áustria (18,9%) e Alemanha (18,3%), enquanto Luxemburgo (0,7%) tem a menor. Roménia (2,4%), Eslovénia (3,1%) e Itália (4,2%).

Segundo o Gabinete Europeu de Estatísticas, “as áreas de disparidade salarial entre homens e mulheres podem ser explicadas pelas diferenças nas características médias dos trabalhadores masculinos e femininos e pelas diferenças nos rendimentos financeiros para as mesmas características”.

Esses valores foram calculados para empresas com dez ou mais funcionários. Como um indicador inédito, a disparidade salarial entre homens e mulheres apresenta um quadro geral das diferenças de gênero em termos de renda e atividades – um conceito mais amplo do que discriminação no sentido de “salário igual para trabalho igual”. Valor”, indica o Eurostat.

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